O pêndulo oscila secamente no vazio, um ruído perturbador, incessante que hipnotiza qualquer réstia de pensamento racional e me leva a divagar, a perder-me em mim. Aí não tento aclarar esse devaneio, nem pôr-lhe um freio, nem que seja um nome na face, e não existe, nada me ocorre, só um sopro de cores, um rodopiar de sensações, o triunfo do quase vazio...
Não pensar, seria a chave, o "supremo interdito", benefício alienado.
Há sempre esse pesar em mim, imóvel, estagnante, de atalaia, como as palavras escritas a tinta invisível que antes de viver jazem mortas, desejando transparecer e finalmente ganhar vida, imoladas pelas chamas, mais cedo ou tarde demais.
Equacionar a utopia de não pensar e deixar correr a lívida tinta...
Sem comentários:
Enviar um comentário